Uberlândia · inteligência artificial

Uberlândia pode ganhar um data center de R$ 6 bilhões.

Inteligência artificial em Uberlândia: o que muda no mapa da cidade

Eu uso IA todo dia no meu trabalho de corretor. Então fui ler, uma por uma, as iniciativas do Observatório de IA da cidade e cruzei com esse data center, que ainda procura terreno, e com o Polo Tecnológico Sul. O que eu achei muda a conversa sobre onde Uberlândia pode crescer, e sobre quem vai morar lá.

133iniciativas de IA só 2de infraestrutura até 400 MWno data center
Marco Túlio, corretor de imóveis em Uberlândia Marco Túliocorretor · CRECI/MG 7469 · usa IA todo dia no trabalho
Atualizado em · ⏱ 11 min de leitura
Resumo em 30 segundos
  • O Observatório de IA tem hoje 133 iniciativas únicas na lista pública. Em agosto eram 117. Quase tudo cresceu, mas duas linhas não se mexeram: case de uso em empresa continua com 21 e infraestrutura continua com 2.
  • O data center anunciado pela RT-One viria cobrir exatamente esse buraco. A área apresentada em 2025 ficava fora do perímetro urbano, na MGC-497, mas a empresa encerrou esse contrato em julho de 2026 e ainda procura outro terreno.
  • Pelo menos 11 iniciativas da base já dependem de sensor, câmera, robô, dispositivo ou computação própria. IA que encosta em hardware exige gente morando perto.
  • São três frentes de tecnologia no mapa: leste (Granja Marileusa), sul (Polo Tecnológico, no Gávea) e oeste (onde ficava a área apresentada em 2025 para o data center; o novo local ainda não foi divulgado). Os bairros entre elas são os que eu acompanho.
Por que um corretor de imóveis está escrevendo sobre isso. Antes de vender apartamento eu fiz Administração na FAGEN/UFU e Gestão da Informação, também na UFU. Hoje eu uso várias ferramentas de inteligência artificial no trabalho, todos os dias, e estou no próprio Observatório como iniciativa de IA aplicada ao mercado imobiliário. As duas conversas se encontram num ponto só: onde a tecnologia se instala, o metro quadrado muda.
Correções em relação às versões anteriores deste texto. Em 9 de agosto eu escrevi que não havia anúncio confirmado de data center de grande porte em Uberlândia. Estava errado: a RT-One anunciou o projeto em julho de 2025 e apresentou a área na MGC-497 em setembro de 2025. Na versão de 23 de setembro eu escrevi que esse terreno tinha sido comprado, como tinha sido divulgado em setembro de 2025. Também estava errado: a área era arrendada, e o contrato acabou em julho de 2026. Refiz a apuração, e as fontes de cada número estão no fim da página.

O que o Observatório mostra em setembro

O Observatório de IA de Uberlândia é o painel aberto do mapeamento puxado pela UberHub: startups, produtos, laboratórios da UFU, casos dentro de empresas, cursos, comunidades e pessoas de referência. Os dados vêm de um formulário público e o painel se atualiza sozinho. É o mais perto de um censo de tecnologia que a cidade já teve, e qualquer um pode conferir.

Em 23 de setembro de 2026 o painel marcava 205 iniciativas. A lista pública, que exclui quem pediu privacidade, trazia 168 registros. Agrupando os nomes repetidos, sobram 133 iniciativas únicas, e é com esse número que eu trabalho daqui para baixo.

133
iniciativas únicas na lista pública
44
se declaram startup de IA
14
com vínculo direto com a UFU no nome ou na descrição
68
vendem para empresas
75
abertas a parceria ou troca
2
de infraestrutura, dados ou GPU

Agosto contra setembro: o que cresceu e o que parou

Categoria09/0823/09Variação
Iniciativas únicas117133+16
Solução ou serviço com IA5264+12
Produto de IA5157+6
Startup de IA3744+7
Pesquisa acadêmica2124+3
Case de uso em empresa21210
Vendem para empresas5568+13
Infraestrutura, dados ou GPU220

Contagem própria sobre a lista pública do painel, com nomes repetidos agrupados. Uma iniciativa pode estar em mais de uma categoria, por isso as linhas não somam o total.

Em seis semanas entraram 16 iniciativas novas, quase todas do lado de quem usa inteligência artificial: mais serviço, mais produto, mais startup, mais gente vendendo para empresa. A linha de quem sustenta inteligência artificial, com servidor, GPU e dado próprio, não se mexeu. Continua com duas: uma neocloud empresarial e um laboratório de orquestração de modelos.

É como ter muita gente dirigindo e só dois postos de gasolina na cidade. O processamento de quase tudo o que está no mapa acontece em servidor de outro estado ou de outro país. E é exatamente esse buraco que o data center anunciado pela RT-One viria ocupar.

A IA de Uberlândia já está encostando no hardware

Lendo a descrição de cada uma das 133, separei as que não vivem só de software. São iniciativas que dependem de um objeto físico funcionando no mundo: câmera, sensor, robô, placa, dispositivo ou capacidade de computação própria. Encontrei pelo menos 11.

IniciativaOnde encosta no mundo físico
StreetEyeEdge AI e visão computacional instaladas em ônibus do transporte público para mapear buraco e defeito urbano
SeedMetricsVisão computacional para diagnosticar a qualidade de sementes
ReabnetReabilitação digital com jogos terapêuticos e visão computacional
Laprosolda/UFUIA para prever parâmetros de soldagem, em parceria com a Petrobras, dentro de um centro de soldagem e manufatura aditiva
Diagnóstico de covid-19 (UFU)IA na leitura de biossensores eletroquímicos
AINET/FACOM-UFUAprendizado de máquina aplicado a biossensores salivares
Lina/UFULiga acadêmica de inteligência artificial e robótica
EZSOLDAPesquisa e desenvolvimento de dispositivos, software e IA para empresas
CG WorksGêmeos digitais, BIM, realidade virtual e aumentada, automação
mesttraNeocloud empresarial, ou seja, capacidade de computação para IA
OrquestrAILaboratório que declara atuar com infraestrutura e GPU para IA

Leitura própria das descrições publicadas no Observatório em 23/09/2026. A lista não é exaustiva: é o que dá para afirmar só com o que cada iniciativa escreveu sobre si.

E tem um registro que diz muito sobre o momento: um pesquisador da UFU que criou um modelo de IA que dispensa supercomputador. É ciência boa, e também é o retrato de uma cidade onde computação pesada ainda é escassa.

Por que hardware muda a conta do território

Software mora onde quiser. Hardware mora perto. Um desenvolvedor pode trabalhar para uma empresa de Uberlândia morando em qualquer lugar do país. Quem instala câmera em ônibus, mantém um laboratório de soldagem, opera a climatização de um data center ou troca uma placa de servidor às três da manhã precisa estar aqui.

Isso muda o perfil de quem chega. Além do programador, a cidade passa a precisar de eletricista, técnico em redes, técnico em climatização, técnico de manutenção, operador de centro de monitoramento, engenheiro de energia e segurança. É mão de obra especializada, e é presencial.

A cidade já está formando esse perfil: o Udi Tech, centro de profissionalização da Prefeitura, trabalha eletrônica, robótica, automação e programação; o IFTM tem curso técnico gratuito em Internet das Coisas no campus Uberlândia; e a UFU aprovou cursos novos em inteligência artificial, ciência de dados e cibersegurança, entre eles o Bacharelado em IA.

Onde o data center pode ficar, e por que isso importa

O que se sabe do projeto da RT-One, pelas fontes publicadas:

Investimento inicial (anúncio)R$ 6 bilhões
Anúncio do projetojulho de 2025
Área apresentada em 2025MGC-497, saída para o Prata, zona rural
Situação dessa áreaera arrendada; contrato encerrado em julho de 2026
Local hojeem aberto; a empresa avalia Uberlândia e outras cidades de Minas
Potência (anúncio da empresa)100 MW na 1ª fase, até 400 MW
Construtora contratadaEngemon
Empregos (estimativa da empresa)cerca de 2 mil diretos e indiretos

Em setembro de 2025 a área da MGC-497 foi apresentada como comprada. Em julho de 2026, depois de reportagens do Intercept Brasil sobre o fundo imobiliário dono do terreno, soube-se que ela era arrendada, e a RT-One encerrou o contrato. A empresa disse que a decisão não significa reconhecer irregularidade e que está escolhendo uma área nova, em Uberlândia ou em outra cidade de Minas. Até 24 de setembro de 2026 eu não encontrei anúncio do novo local.

Uma ressalva sobre a potência: em março de 2026, uma matéria da Fenati trouxe números menores, 20 MW no começo, depois 40 MW e 60 MW. Eu uso 100 MW e 400 MW porque são os do anúncio oficial, mas as fontes não batem.

Além do projeto da RT-One, a imprensa noticiou em 2026 que a Prefeitura negocia outros três projetos de data center, com duas empresas chinesas e uma norte-americana, e a Alibaba Cloud foi citada entre elas. Nenhum desses três está confirmado, e eu trato como sinal, não como fato.

Por que data center vai para fora da cidade

Não é escolha estética. Um campus desse porte precisa de terreno contínuo muito grande, que não existe mais dentro da mancha urbana; de energia em alta tensão, com uma subestação nova da Cemig; de área de proteção e de distância de vizinhança; e de acesso rodoviário para obra pesada. Tudo isso empurra para longe da cidade construída.

O que me interessa como corretor é o passo seguinte. Quando um polo de emprego se instala fora do perímetro urbano, a cidade costuma ir atrás dele. Primeiro vem a estrada e a energia. Depois o ônibus, o posto, o restaurante, o fornecedor. Depois a pressão para lotear o que está no meio do caminho. Em algum momento, a discussão chega na revisão do perímetro urbano e do Plano Diretor. É por isso que eu digo que um data center desse porte força o perímetro: ele cria demanda num lugar onde hoje a lei ainda não prevê cidade. Valeria para a MGC-497 e vale para qualquer terreno que a RT-One escolher em Uberlândia.

As três frentes de tecnologia de Uberlândia Esquema sem escala. No centro, a cidade e o contorno do Anel Viário. Na borda leste, o Granja Marileusa. Na borda sul, o Polo Tecnológico Sul no Gávea, ligado à região oeste pelo Anel Viário Sul. Longe da cidade construída, a oeste, na MGC-497, a área que a RT-One apresentou em 2025 para o data center, cujo contrato foi encerrado em julho de 2026. Anel Viário (esquema) Centro UFU Leste Granja Marileusa Sul Polo Tecnológico, Gávea Anel Viário Sul MGC-497, sentido Prata Oeste área de 2025, contrato encerrado
Esquema sem escala, com posições aproximadas, só para mostrar a lógica: duas frentes coladas na cidade e, longe dela, a área que a RT-One tinha apresentado para o data center.

Três frentes de tecnologia, três vetores de cidade

Quando se coloca tudo no mesmo mapa, a tecnologia de Uberlândia não está espalhada. Ela tem três frentes: duas já estão no chão, e uma ficou em aberto.

Leste

Granja Marileusa

O bairro planejado pela Algar, que reúne cerca de 30 grandes empresas e onde estão alguns dos casos corporativos da base. Um deles, um programa de IA que a Algar implantou, declara mais de 250 mil horas economizadas, R$ 48 milhões de Ebitda (o resultado operacional) em dois anos e 125 agentes de IA. É a frente mais madura: já tem gente morando perto de onde trabalha.

Apartamentos no Granja Marileusa · Zona leste

Sul

Polo Tecnológico Sul, no Gávea

Área pública de cerca de 153 mil m² na Rua da Carioca, com 30 lotes para empresas de base tecnológica e 2 de apoio. Até janeiro de 2026, 25 dos 32 lotes já tinham sido vendidos. O Arya Offices abriu em julho de 2026 e outras cinco obras estavam em execução, entre elas Calixto Bonati, Radiologistas Associados, Sankhya Jiva, Blue Mountains e Triliton. Quem compra tem 36 meses para começar a operar, o que coloca prédio subindo até 2029.

Página oficial do Polo Tecnológico · Zona sul · Soul MRV, no Gávea Sul

Oeste

Data center, sem terreno definido

A frente mais incerta. A área que a RT-One apresentou em 2025 ficava na MGC-497, longe da cidade construída, e os bairros mais perto desse caminho são Jardim Holanda, Monte Hebron, Canaã, Luizote e Mansour. Os dois primeiros ficam dentro do Anel Viário; os lançamentos que eu acompanho no Luizote e no Mansour ficam fora. Em julho de 2026 a empresa encerrou o contrato dessa área e ainda não divulgou o novo local. Com o Anel Viário Sul liberado em julho de 2026, a zona sul ficou ligada direto à região oeste, e isso vale com ou sem o data center.

Dentro ou fora do Anel Viário · Zona oeste · Jardim Holanda · Monte Hebron

O que costuma nascer em volta de um polo de emprego

Emprego qualificado e presencial não gera só demanda por apartamento. Ele gera centro comercial de bairro: escritório compartilhado, restaurante de almoço, academia, clínica, creche, mercado, serviço de manutenção. O Polo Tecnológico Sul já mostra o começo disso: o primeiro prédio a funcionar foi um centro de escritórios, e outras cinco obras estavam em andamento no fim de julho. É assim que um endereço de trabalho vira bairro.

A cidade como um todo também está nesse ritmo. Numa reportagem do Diário do Comércio de 4 de setembro de 2026, o prefeito Paulo Sérgio disse que Uberlândia atraiu mais de R$ 23 bilhões em investimentos entre 2025 e meados de 2026, com cerca de R$ 10 bilhões em implantação e expectativa de 30 mil novos empregos. É número da Prefeitura, não levantamento do jornal. Pelo Caged, o saldo do primeiro semestre de 2026 foi de 2.123 vagas formais, com estoque de 232.791 empregos em junho.

O que isto não é. Não é promessa de valorização de bairro nenhum. Anúncio não é obra, obra não é operação, e projeção de emprego é projeção. O que eu faço é olhar o começo da fila e acompanhar sinais concretos. Quando um deles aparece, eu atualizo esta página.

Os sinais que eu vou acompanhar

  1. Terreno novo do data center anunciado, com endereço e documento, e depois o canteiro de obra aberto nele.
  2. Subestação da Cemig para o data center, com licença e cronograma.
  3. Revisão do perímetro urbano ou do Plano Diretor na região do terreno escolhido.
  4. Linha de ônibus nova ou estendida em direção ao terreno escolhido.
  5. Loteamento novo aprovado entre o Anel Viário e esse terreno.
  6. Ocupação dos lotes do Polo Tecnológico Sul dentro do prazo de 36 meses.
  7. A linha de infraestrutura do Observatório saindo do número 2.

E o que isso tem a ver com o primeiro imóvel

Muito. Quem entra numa vaga técnica em começo de carreira costuma estar saindo do aluguel ou da casa dos pais, com carteira assinada e FGTS começando a acumular. É exatamente o perfil de quem compra o primeiro imóvel pelo Minha Casa Minha Vida.

O erro seria comprar pela manchete. O acerto é outro: saber a sua faixa, saber quanto a sua renda financia, e escolher o bairro pela vida que você vai ter nele, perto do trabalho, do transporte e do que você usa todo dia. Se no caminho o bairro também estiver num vetor de crescimento, ótimo. Mas é a sua conta que tem que fechar primeiro.

Como um corretor usa IA no dia a dia

Já que esta página vai circular em conversa sobre inteligência artificial, fica o registro honesto de como ela entra no meu trabalho. Eu uso mais de uma ferramenta, cada uma para o que faz bem:

  • Ler tabela de construtora. PDF de tabela de vendas vira planilha em minutos, e dá para comparar preço por metro quadrado, andar e condição de pagamento entre empreendimentos sem erro de digitação.
  • Conferir conta. Parcela, entrada parcelada, subsídio e comprometimento de renda, conferidos antes de eu mandar para o cliente.
  • Ler base pública. Este texto começou assim: a base do Observatório lida registro por registro, com repetição agrupada e categoria contada.
  • Escrever e revisar. Os guias do site, as respostas para as dúvidas que chegam no WhatsApp e as publicações das redes.

A regra que eu sigo é simples: a IA acelera, a conferência e a responsabilidade continuam minhas. Todo número publicado aqui tem fonte e data, e quando eu erro, como errei nas versões anteriores deste texto, a correção fica visível.

Grupo aberto no WhatsApp

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Eu mantenho um grupo de WhatsApp sobre inteligência artificial: ferramenta nova, uso prático no trabalho e o que está acontecendo em Uberlândia. Entra quem quiser, e ninguém vai te oferecer apartamento lá dentro.

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O que eu devolvo para quem fez o Observatório

Duas observações que só aparecem lendo a base registro por registro, e que eu ofereço porque o projeto merece:

  • Nomes repetidos. Na lista pública de 23/09, 14 nomes aparecem mais de uma vez e somam 49 dos 168 registros. Há também pelo menos um caso de mesma iniciativa com nome escrito de dois jeitos. Agrupar antes de somar deixaria os gráficos do painel mais fiéis.
  • Links com protocolo duplicado. Pelo menos um registro tem links salvos como https://Https://dominio, que o navegador não consegue abrir. Uma normalização no formulário resolve. Na lista pública, o registro com esse problema é o meu.
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É gratuito e leva poucos minutos. Quanto mais completo o Observatório, mais fácil fica para a cidade enxergar o que já tem, e o que ainda falta.

Perguntas frequentes

Uberlândia vai ter data center de inteligência artificial?

Há um projeto anunciado, mas hoje sem terreno definido. A RT-One anunciou em julho de 2025 um data center com investimento inicial de R$ 6 bilhões, 100 MW na primeira fase e expansão até 400 MW, e contratou a Engemon para a construção. A área apresentada na MGC-497 era arrendada, não comprada, e a empresa encerrou esse contrato em julho de 2026. Ela diz que está escolhendo um novo local, em Uberlândia ou em outra cidade de Minas. A previsão de início da obra também já mudou mais de uma vez, então eu acompanho pelas fontes oficiais antes de tratar o projeto como certo.

Onde vai ficar o data center da RT-One?

Hoje não tem local definido. A área apresentada em 2025 ficava na região oeste, às margens da MGC-497, a rodovia que liga Uberlândia ao Prata, em zona rural, fora do perímetro urbano. Em julho de 2026 a RT-One encerrou o contrato dessa área, que era arrendada, e disse que avalia alternativas em Uberlândia e em outras cidades de Minas.

Quantos empregos o data center da RT-One deve gerar?

A estimativa divulgada pela própria empresa é de cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos nos três primeiros anos de operação, além de centenas de vagas temporárias durante a obra. É uma projeção da empresa, não um número medido. E o número só vale para Uberlândia se o projeto ficar aqui.

O que é o Polo Tecnológico Sul de Uberlândia?

É uma área pública da Prefeitura no bairro Gávea, na Rua da Carioca, com cerca de 153 mil m², 30 lotes para empresas de base tecnológica e 2 para atividades de apoio. O primeiro empreendimento, o Arya Offices, começou a funcionar em julho de 2026, e outras cinco obras estavam em execução. Quem compra o lote tem 36 meses depois da escritura para começar a operar.

Quantas iniciativas de inteligência artificial existem em Uberlândia?

Em 23 de setembro de 2026, o painel do Observatório de IA de Uberlândia marcava 205 iniciativas. A lista pública, que exclui quem pediu privacidade, tinha 168 registros e 133 nomes únicos depois de agrupar repetições. Desses, 44 se declaram startup de IA e só 2 estão na categoria de infraestrutura, dados ou GPU.

Data center valoriza imóvel?

Ninguém consegue prometer isso, e desconfie de quem promete. O que dá para dizer é o mecanismo: obra grande e emprego que exige presença física puxam transporte, comércio e moradia para perto. Anúncio não é obra e obra não é operação, então o que eu acompanho são sinais concretos, como licença, canteiro, subestação, linha de ônibus e revisão do perímetro urbano.

Como entrar no grupo de WhatsApp sobre inteligência artificial?

É aberto. O link de entrada está nesta página, no bloco do grupo. A conversa é sobre uso prático de IA no trabalho e sobre o que está acontecendo em Uberlândia, e ninguém é obrigado a falar de imóvel.

Fontes. Observatório de IA de Uberlândia (uberland.ia.br), lista pública consultada em 23/09/2026 e conferida de novo em 24/09/2026, com contagens próprias e nomes repetidos agrupados; a primeira versão deste texto usou o CSV de 09/08/2026, com 149 linhas e 117 nomes únicos. RT-One: Prefeitura de Uberlândia (08/07/2025 e 24/09/2025), Convergência Digital (24/09/2025), Telesíntese (24/09/2025), O Tempo (23/02/2026), Fenati (05/03/2026) e DCD, sobre a contratação da Engemon. Arrendamento e fim do contrato do terreno: Intercept Brasil (13/07/2026), Fenati (julho de 2026), DCD e BNamericas (julho de 2026). Polo Tecnológico Sul: Prefeitura de Uberlândia (30/07/2026) e Fenati (14/01/2026). Investimentos e emprego: Diário do Comércio (04/09/2026), com falas do prefeito e dados do Caged. Formação técnica: Prefeitura de Uberlândia (Udi Tech) e IFTM. As projeções de emprego são das próprias empresas e do poder público, não medições. Não tenho vínculo comercial com o Observatório, com a RT-One nem com as empresas do Polo, e não fui pago para escrever isto. Sou corretor parceiro da Torrano Negócios Imobiliários LTDA, CRECI/MG nº 7469.

Marco Túlio · corretor de imóveis em Uberlândia · CRECI/MG 7469

Eu ajudo quem mora em Uberlândia a entender quando, onde e como comprar o primeiro imóvel, usando financiamento, FGTS e Minha Casa Minha Vida a favor. Esta seção existe porque, para escolher bem onde morar, ajuda enxergar para onde a cidade está indo. Mais do Uberlândia Tech · Blog do primeiro imóvel · Quem sou