A faixa é definida pela renda bruta familiar, a soma de quem vai assinar o contrato. Ela decide três coisas: o subsídio que você recebe, a taxa de juros e o teto do imóvel. Em Uberlândia, até R$ 3.200 é Faixa 1, até R$ 5.000 é Faixa 2, até R$ 9.600 é Faixa 3 e até R$ 13.000 é Faixa 4. Quanto menor a renda, maior o subsídio.
Sou o Marco Túlio, corretor em Uberlândia (parceiro da Torrano, CRECI/MG nº 7469). Esta página não é o site oficial da Caixa nem do governo: é o que eu explico todo dia na mesa, escrito de um jeito que dá para conferir.
Se o que você procura é outra coisa, atalho: quanto de subsídio você tem direito ou se existe lista de contemplados.
Quais são as faixas do Minha Casa Minha Vida
São quatro. O que muda entre elas é a renda de entrada, o valor máximo do imóvel e, principalmente, quanto de dinheiro o governo coloca na sua compra sem virar dívida.
| Faixa | Renda bruta familiar | Teto do imóvel em Uberlândia | Tem subsídio? |
|---|---|---|---|
| Faixa 1 | até R$ 3.200 | até R$ 260 mil | Sim, o maior do programa |
| Faixa 2 | R$ 3.200,01 a R$ 5.000 | até R$ 260 mil | Sim, menor que o da Faixa 1 |
| Faixa 3 | R$ 5.000,01 a R$ 9.600 | até R$ 400 mil | Não, mas os juros são reduzidos |
| Faixa 4, Classe Média | R$ 9.600,01 a R$ 13.000 | até R$ 600 mil | Não, e os juros são de 10% ao ano |
Limites conferidos por mim em 25 de agosto de 2026, nas condições vigentes divulgadas pelo Ministério das Cidades. Regra de programa federal muda: confirme na Caixa antes de fechar negócio.
Por que o teto em Uberlândia é R$ 260 mil e não R$ 275 mil
Esse detalhe derruba muita conta. O teto das Faixas 1 e 2 não é igual no Brasil inteiro: varia conforme o porte do município. R$ 275 mil é o limite das maiores regiões metropolitanas. Uberlândia, classificada como capital regional, tem teto de R$ 260 mil nessas duas faixas.
Os tetos da Faixa 3 e da Faixa 4 são nacionais e não mudam por cidade. Se você viu R$ 275 mil em algum site, era o número de outra praça. Veja o detalhamento no guia do teto do MCMV em Uberlândia.
Qual é a Faixa 1
Renda familiar de até R$ 3.200. É a faixa com o maior subsídio do programa e as menores taxas de juros. Parte dela é atendida por empreendimentos de habitação social, com inscrição pela prefeitura, e parte compra normalmente pela Caixa, com o subsídio abatendo o valor.
Na prática, é a faixa em que o dinheiro do governo mais pesa: uma família com renda de R$ 2.000 chega a ter dezenas de milhares de reais de desconto, o que muda completamente o que ela consegue comprar.
Qual é a Faixa 2
Renda familiar de R$ 3.200,01 a R$ 5.000, com o mesmo teto de imóvel da Faixa 1 em Uberlândia, R$ 260 mil. Ainda tem subsídio, mas menor, e ele cai rápido conforme a renda sobe dentro da faixa.
É a faixa que mais aparece na minha mesa em Uberlândia, principalmente com casal somando renda. Vale dizer: o subsídio não é o mesmo para todo mundo dentro da Faixa 2. Quem ganha R$ 3.300 recebe muito mais que quem ganha R$ 4.900, mesmo os dois estando na mesma faixa.
Qual é a Faixa 3
Renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 e teto de imóvel de R$ 400 mil. Aqui não tem mais subsídio, mas continuam valendo os juros reduzidos do programa, o uso do FGTS e o prazo longo, o que já é bem melhor que o financiamento comum de mercado.
É a faixa que mais cresceu em possibilidade: o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, o que colocou muito apartamento novo de Uberlândia dentro do programa.
O que é a Faixa 4, a Classe Média
Renda de R$ 9.600,01 a R$ 13.000 e teto de R$ 600 mil, com juros de 10% ao ano. É a faixa mais nova e a que menos gente conhece. Não tem subsídio, mas tem taxa abaixo do mercado tradicional e permite usar o FGTS.
Escrevi um guia só sobre ela, porque quase todo mundo com essa renda acha que não pode usar o programa: entenda a Faixa 4 e o teto de R$ 600 mil.
É a minha renda ou a da família?
A renda considerada é a bruta familiar: a soma de quem vai entrar no contrato, antes dos descontos. Isso corta para os dois lados.
- Somar pode ajudar: duas rendas de R$ 2.600 viram R$ 5.200 e abrem a Faixa 3, com teto de R$ 400 mil em vez de R$ 260 mil.
- Somar pode atrapalhar: quem estava na Faixa 1 sozinho, com subsídio alto, pode ir para a Faixa 2 ao somar e perder boa parte do desconto.
Não existe resposta única: depende de quanto você perde de subsídio contra quanto ganha de poder de compra. Essa conta eu faço com você antes de dar entrada em qualquer proposta.
O que muda de uma faixa para outra
Três coisas, e vale entender a ordem de importância:
- Subsídio: o dinheiro que entra e não volta como dívida. É o que mais muda entre as faixas, e some a partir da Faixa 3.
- Taxa de juros: cresce conforme a faixa sobe. A diferença parece pequena no papel e é enorme em 30 anos de parcela.
- Teto do imóvel: o valor máximo que o programa aceita financiar. Não é quanto você consegue pagar, é só o limite do que entra no programa.
Esse último ponto confunde muita gente. Teto não é poder de compra. Uma família na Faixa 1 tem teto de R$ 260 mil e quase nunca financia esse valor, porque a parcela que a renda dela suporta é bem menor. Para ver o número real do seu caso, montei a página quanto cabe na minha renda, com seis faixas de renda e o que dá para comprar em cada uma.
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A faixa é o começo, não o fim. Os próximos passos, na ordem que eu faria:
- Confira quanto de subsídio o seu perfil alcança, porque ele muda dentro da mesma faixa conforme a renda exata.
- Veja quanto você precisa ganhar para o imóvel que você quer, no guia de renda necessária em Uberlândia.
- Some o FGTS, que entra como entrada e quase sempre é maior do que a pessoa lembra. Veja como usar o FGTS na compra.
- Confira o Cheque Moradia, que é benefício municipal de Uberlândia e soma com o subsídio federal: como funciona o Cheque Moradia.
- Junte os documentos antes de precisar correr: lista de documentos do MCMV.
Perguntas frequentes
Qual a faixa salarial para o Minha Casa Minha Vida?
A renda bruta familiar vai até R$ 13.000 por mês, somando quem vai assinar o contrato. Dentro disso: até R$ 3.200 é Faixa 1, de R$ 3.200,01 a R$ 5.000 é Faixa 2, de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 é Faixa 3 e de R$ 9.600,01 a R$ 13.000 é Faixa 4, a Classe Média. Acima de R$ 13.000 já não é mais o programa.
Qual é a Faixa 2 do Minha Casa Minha Vida?
É a renda familiar de R$ 3.200,01 a R$ 5.000. Em Uberlândia o teto do imóvel nessa faixa é de R$ 260 mil, o mesmo da Faixa 1. Ainda tem subsídio, porém menor que o da Faixa 1, e ele diminui conforme a renda sobe dentro da própria faixa.
Qual o valor do imóvel na Faixa 2 do Minha Casa Minha Vida?
Em Uberlândia, até R$ 260 mil. Esse teto varia por porte de município: R$ 275 mil é o limite das maiores regiões metropolitanas, e Uberlândia, como capital regional, fica em R$ 260 mil. Vale lembrar que teto não é o mesmo que poder de compra: o que você consegue financiar depende da sua renda, do prazo e dos juros.
Qual é a Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida?
Renda familiar de R$ 5.000,01 a R$ 9.600, com teto de imóvel de R$ 400 mil. Essa faixa não tem subsídio, mas mantém os juros reduzidos do programa, o uso do FGTS e o prazo longo. O teto dela subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, o que colocou bastante apartamento novo de Uberlândia dentro do programa.
A renda que conta é só a minha ou a da família toda?
É a renda bruta familiar, ou seja, a soma de quem vai entrar no contrato, antes dos descontos. Somar renda pode abrir uma faixa melhor e aumentar o teto do imóvel, mas também pode empurrar você para uma faixa com menos subsídio. Não existe resposta única: depende de quanto você ganha de poder de compra contra quanto perde de desconto.
Qual faixa do Minha Casa Minha Vida tem o maior subsídio?
A Faixa 1, de renda até R$ 3.200. O subsídio é inversamente proporcional à renda: quanto menor a renda familiar, maior o desconto. Ele diminui ao longo da Faixa 2 e deixa de existir a partir da Faixa 3, que passa a compensar por juros menores e prazo mais longo em vez de dinheiro direto.
